Buteco Porteño – Servimos bem para servir sempre
o dia-a-dia de um Brasileiro em Buenos Aires – Amigos, viagens, comidas, fotos e pitacos em geralgran inauguración!
estimados clientes, já começando com chavão:
como diz o velho ditado, ano novo, vida nova!
em plena segunda feira de carnaval (portanto às vésperas de começar o ano na pátria-mãe gentil) voltamos à ativa, agora em novo endereço (mas pertinho, logo ali na esquina), com visual e ânimo renovados.
Orgulhosamente a direção do Boteco anuncia a inauguração do El Gran Bodegón Brazuca, projeto irmão do Boteco Porteño e mais novo desdobramento do conglomerado de botecos virtuais.
como ontem foi noite de Oscar, seguem meus breves agradecimentos, já traduzidos simultaneamente para o portuñol
agradecemos a colaboração do camarada Jorjão e senhora, que em visita à capital porteña (temos poucos conterrâneos brazucas essa semana aqui, viu) nos concederam o prazer de sua companhia na árdua missão de baixar duas garrafas de malbec em um dos restaurantes preferidos do casal Xuxu e de passo me estimularam a voltar a blogar, além de ajudar-me a batizar o novo empreendimento.
também agradeço aos fiéis clientes, familiares e amigos que me incentivaram (xingaram pacas, na verdade) a restaurar o Boteco
bom, voltem sempre, mas no outro endereço.
http://bodegon.wordpress.com
estranhos hábitos porteños II – Buzinaços no pedágio
dando sequencia à série que reviveu o buteco, apresento mais um exótico hábito de nuestros hermanos.
todos os dias passo por um pedágio para ganhar uns bons 15 minutos em minha vida na volta pra casa. 50 centavos pago contente e ainda pra completar tem essa do buzinaço que sempre me diverte.
existe aqui uma lenda urbana que diz que se o pedágio tem uma demora maior que XX minutos (como boa lenda, há versões desencontradas do fato, não sei dizer se são 5, 10 ou mais) os caras são obrigados a abrir as cancelas e todo mundo passa sem pagar até o congestionamento melhorar. Mesmo se fosse verdade ( coisa que tem gente que jura pra mim que é) tal prática nunca seria estimulada pela concecessionária da rodovia, por motivos óbvioululantes. Faz quase 3 anos que vivo aqui, e até hoje nunca vi, então…
Como eles nunca abrem, os motoristas começam a buzinar. Claro que a galera começa o processo passados 30 ou no máximo 40 segundos de espera na fila, não os teóricos 5 minutos.
então basta ter mais de 5 carros na fila que sempre tem um f.d.p. que começa com a buzina. Como reclamar é o esporte nacional, está todo mundo quentinho em seu carro e vai que ainda economiza 50 centavos de lambuja, o buzinaço contagia a todos.
quem sofre sáo os coitados que cobram a taxa do pedágio (um dos 3 empregos mais desmotivantes do mundo, ao lado de acensorista e faxineiro de estádio de futebol) que tem que ouvir a palhaçada e ainda falar bom dia.
isso nesse pedágio tranquilo da autopista que pego pra votalr da firma pra casa. Imagine feriadão prolongado com o povo voltando pra casa. aí sim é de doer…
o que me diverte? além de rir da cara do povo que não pode aguentar 3 minutos de espera, confesso que algumas vezes já fui quem detonou o estompim do buzinaço, só pra dar um gostinho. Não faz falta que seja com muita vontade, só um toquezinho discreto já resolve. Em instantes, vocè tem mais de 100 carros tocando como loucos, como se a vida no planeta dependesse dos decibéis alcançados.
podem falar, espírito de porco é pouco.
estranhos hábitos porteños I – Avião Pousando
Voltando das nossas merecidas vacaciones pra cá, presenciei algo que deveria ter colocado aqui há muito tempo, mas que por algum acaso do destino, acabou ficando relegado
Pensando bem, é até meio bobo, mas a primeira vez que vc presenciar, certeza que vai morrer de rir, pela esdrúxula situação. Sempre que qualquer vòo tiver mais de 20% de viajantes porteños, isso acontece. Batata.
Estávamos eu e patroa, chegando de Manaus, com direito a escala em SP, totalizando 10 horas de vòo e quebrados, claro. O avião pousa, muito bem pousado, rapidinho, sem saltar, perfect. Ato contínuo, o povo começa a bater palmas. Mas com vontade mesmo. Efusivamente celebrando o pouso.
Tá, pousar um A330 não deve ser fácil. Mas é o trabalho do cara, caramba. Fora em ocasiões que vc é teenager, tipo viagem de formatura pra Porto Seguro com a turma do 3 colegial ou pra Orlando com a Tia Augusta tal comportamento é admissível, com restrições.
Em 90% dos vòos que vem pra cá isso acontece. Recomendo a experiência. impagável
buteco fechado para reforma
Estimados clientes e amigos, desculpem a ausencia inexplicada. O buteco esteve bem devagar nas últimas semanas por um probleminha envolvendo o departamenteo de Saúde Pública e aqueles típicos ovos cozidos com um amarelo mais carregado (os azulados já tinham virado uma bela porção, acompanhando aquele torresminho bacana). Por uma questão cultural, creio, não acreditaram que eram próprios para consumo humano.
Talvez a cobra dentro da garrafa de pinga também não tenha causado uma boa impressão.
aproveitei a reforma para tirar uma semana de vacaciones com a patroa. Nos próximos dias subo as fotos e conto alguns causos da amazonia. para uma boa amostra, visitem o facebook da patroa, que já subiu algumas.
filmito porteño – goleiro en Santelmo
Tá. Certeza não é aqui. Mas me lembrou muito uma esquina de santelmo, perto da pracinha que aos domingos enche de bugigangas e velharias em geral. Aliás, a foto que ilustra o homepage do buteco fica exatamente nessa praça. Ah, e claro, tem um monte de brazucas.
Tá. Estou com má vontade. A primeira vez que alguém vai em Santelmo, sempre gosta. Tem a feirinha de bugigangas e velharias, tem um monte de figuras, tem neguinho dançando tango, tem uns marionetes, tem um monte de estátuas viva. Até lembra Las Ramblas de Barcelona (ok, forcei agora…).
Mas depois da 354° vez que vai acompanhar os amigos e familiares visitantes, meio que enche.
bom, vamos ao filimito, enviado pela Sra. Peta, exatamente o arqueiro flatulento de dois posts abaixo.
dito popular porteño
retomando esse abandonado blog, vai uma frase ouvida hoje de um amigo local, que me pareceu muito boa, até porque se aplica a uma infinidade de situações.
“Macho es el que probó y no le gustó”
como a tradução para o portuñol é direta, deixo assim
que lo cumplas feliz, petinha!
Apesar do apelido pouco adequado ao ambiente familiar do buteco, Dr. Peta é um camarada muito querido, além de cliente assíduo.
Hoje o camarada brother das antigas é um senhor adevo respeitável, mas na essência continua o mesmo que conheci há muitas luas, nos idos do primeiro colegial do Porto. Crescemos juntos e valorizo muito a amizade e carinho que tenho por esse flatulento arqueiro.
Sinto saudades pacas dele (e dos outros caras da turma, óbvio), mas mesmo com cada um em um lado do mundo como estamos hoje, essa amizade segue intacta. Cada vez que nos encontramos, parece que faz dois dias que estivemos juntos, o que é no mínimo animal, já que faz mais de 15 anos 18 anos que somos brodas.
bando de velho ducaraio!!!
como é de praxe, fotinho comprometedora da figura
questão de Segurança Nacional
estava num call meio mala recentemente e comecei a ler o Estadao on line. Tinha uma noticia que me interessou devido ao envolvimento de um ídolo local, Carlos Gardel, o cantor de tango mais conhecido mundo afora.
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20080723/not_imp210434,0.php
A briga é com o Uruguay. Alegam que o dito cujo nasceu lá numa cidadezinha do interior, chamada Tacuarembó (aliás, vi até placa por lá quando fomos de vacaciones pra lá.)
Os argentinos, num arroubo de humildade pouco comum, dizem que o cara nasceu na França. Mas veio pra cá pequenininho, obviamente.
Como os vizinhos historicamente não se bicam, parece que estão disctindo isso até no congresso dos doispaíses. Os uruguayos querem pedir pra fazer DNA no defunto e comparar-lo com sua suposta família uruguaya. Os argentinos dizem que de jeito manera.
Pra completar a história, li no jornal que o parceiro musical e autor de muitos dos seus tangos mais famosos era brasileiro e chamava-se Alfredo La Pera, quem inclusive morreu com o cantor em um acidente de avião.
Só faltava essa pra juntar a ofensa à injúria…



