Feriadon na segunda é das melhores coisas da vida.
Pra comemorar, fomos almoçar num lugar que adoro, mas que vamos pouco. É uma cantina pequenininha na frente do Zoo de Buenos. By the way, outro lugar bacana daqui, pois é pequeno, fica no meio da cidade, como um parque e você pode comprar comida pra dar pros bichos, além de ter alguns que saem de suas casas e ficam dando rolê pelo Zoo. Calma, não dá pra comprar uma peça de picanha ou um coelhinho e jogar pro leão, é mais do tipo compre umas sardinhas fedidas pracas pras focas ou então uns amendoins pras lhamas. Enfim, divertido. Muito melhor que ir na merda do Caminito ou na bosta da Recoleta, por exemplo.
Bom, voltando ao restaurante. O melhor dele não é nem a comida - que geralmente é ok, mas que hoje tava bem boa – mas sim a figura que é dono do lugar e o ambiente que o cara criou. Fomos con Fer e Carla da firrrrrrma, e mais um par de amigas do fe, sendo que uma delas é cozinheira famosa aqui e foi oue com certeza justificou o cuidado extra que teve nossa mesa
Cantina típica, um monte de bugiganga pendurada, camisetas de futebol, banheiro com porn e piadas bem porcas (ótimas), posters de cinema, frases espirituosas (tipo “Freud never ate here y tampoco Lacan” e “aceito que falem dos meus erros, mas o que não suporto são as críticas construtivas”) pintadas na parede em uma mistura caótica de espanhol, inglês e italiano com um serviço bem diferente, no qual você não escolhe o que vai comer, de repente do nada começam a trazer 10 antipastos diferentes e segue com uns 5 ou 6 tipos de massas. O cara chama de degustação, mas eu digo que é bem o que ele inventou aquele dia, sem frescura.
Não tem menu e não tem preço fixo, e com vinho (meia boca, verdade) o dono cobra qualquer coisa entre 50 e 80 patacas argentinas de acordo com o humor dele, sua simpatia e se o time dele perdeu ou não no fim de semana. Patsa comilança em uma bela – e fria pacas – tarde de outono.

Cah estou mais uma vez dando uma passada no boteco, quarta feira chata, um frio do cacete, tpm….ou seja, mais um dia que volto a achar que devíamos hibernar assim como os ursos (muito espertos, alías) e tb penso que se fosse pra gostar de inverno, tinha nascido pinguim ou esquimó…
Enfim, dentre todas minhas rabugentices ditas acima, só passei mesmo pra deixar beijos e dizer que estou com saudades do meu irmão-herói, aquele que além de tudo, ainda me anima com seus infâmes comentários nesse boteco caliente de histórias engraçadas.